Como a Tarumã começou
A Tarumã nasceu de uma observação simples: a maioria dos espaços para idosos foi projetada para facilitar a gestão, não para respeitar a vida de quem mora lá. Horários de refeição fixos, rotinas coletivas, visitas em janelas curtas — tudo pensado para a instituição, não para o morador.
A casa foi aberta em Londrina com uma proposta diferente. O morador não chega a um lugar onde terá que se adaptar; chega a um lugar que vai aprender como ele vive. Os primeiros meses foram de escuta. A equipe conversou longamente com os primeiros moradores e suas famílias, entendendo o que realmente importa quando alguém passa a morar em outro lugar.
O resultado foi uma rotina que não é imposta, mas construída junto — e registrada por escrito para que ninguém precise repetir as mesmas preferências toda semana.
Nossa missão
Manter um lugar onde pessoas mais velhas possam viver com seus próprios hábitos, no próprio ritmo, com a dignidade que esse momento de vida merece. Não somos uma solução para famílias que não querem se envolver — somos um suporte para famílias que querem o melhor para seus parentes e precisam de ajuda para oferecê-lo.
A Tarumã não atende casos que exigem cuidados médicos contínuos ou de enfermagem. Nosso espaço é para pessoas que vivem com autonomia e que encontram na casa companhia, estrutura e cuidado atento sem perder a independência.
"A pergunta que nos fazemos sobre cada decisão é simples: se fosse a nossa mãe, gostaríamos que fosse assim?"
Quem cuida da casa
Uma equipe pequena, mas comprometida com o mesmo jeito de fazer as coisas.
Margarida Ferreira
Coordenadora da Casa
Coordena o dia a dia da Tarumã há quatro anos. Antes trabalhou por doze anos em gerontologia social. É ela que conduz as conversas mensais com as famílias.
Roberto Souza
Responsável pela Cozinha
Há três anos na Tarumã, mantém o caderno de preferências alimentares de cada morador. Adaptação de cardápio sem precisar ser pedida é uma das marcas do seu trabalho.
Ana Paula Lima
Acompanhante de Rotina
Acompanha os moradores em missas, feiras e visitas externas. Também é responsável pelo registro escrito de hábitos que orienta toda a equipe no dia a dia.
Como trabalhamos
Alguns princípios que guiam as decisões do dia a dia na Tarumã.
Registro escrito de rotinas
Cada morador tem um caderno de hábitos mantido pela cozinha e pela equipe de casa. Qualquer pessoa nova na equipe lê esse caderno antes de atender o morador.
Comunicação clara com a família
Uma conversa mensal estruturada com os familiares, sem formalidade desnecessária mas com registro do que foi combinado. Nenhuma mudança importante ocorre sem que a família saiba.
Privacidade e discrição
Informações sobre os moradores são compartilhadas apenas com a equipe e os familiares autorizados. A rotina de cada pessoa é tratada com sigilo e respeito.
Visitas abertas
A casa não restringe visitas a janelas de horário. Familiares e amigos são bem-vindos durante o dia, sem necessidade de agendamento prévio.
Ambiente doméstico, não institucional
A Tarumã não tem corredor de hospital nem escala de atividades obrigatórias. É uma casa: com sala, cozinha, quintal e o ritmo que uma casa tem.
Honestidade sobre o que oferecemos
Não atendemos todos os perfis. Quando a situação de um candidato vai além do que a casa pode oferecer, dizemos isso com clareza e, quando possível, indicamos outras referências.
Hospitalidade para pessoas idosas em Londrina
A Tarumã funciona como residência de hospitalidade para pessoas com sessenta anos ou mais, localizados em Londrina e região. Diferentemente de estabelecimentos de saúde, o foco aqui está na qualidade do dia a dia — nas refeições, nas conversas, nos compromissos externos, na rotina respeitada.
Oferecemos três formas de convivência: a vaga-dia para dois dias semanais, a estada de onze dias para quem quer conhecer antes de decidir, e a residência mensal para quem busca uma moradia permanente com a própria rotina mantida. Cada modalidade tem preço claro, sem taxas adicionais surpresas.
As famílias que nos procuram chegam com dúvidas parecidas: como garantir que o familiar esteja bem sem perder a própria vida. A Tarumã não é a solução para tudo — mas para quem precisa de uma casa com acolhimento atento e comunicação honesta, temos condições de ajudar.
Quer conhecer a casa pessoalmente?
Uma visita sem agendamento formal, de segunda a sábado, é suficiente para ver como a Tarumã funciona. Se preferir conversar antes, ligue ou envie uma mensagem.